Seguindo com esses números, a empresa irá fechar em breve. Precisamos elaborar novos números a serem atingidos pela empresa para que se torne sustentável finaceiramente.
Utilizando as setas da ferramenta abaixo, ajuste o preço de (V) Venda e (Q) Quantidade de unidades vendidas para que a empresa tenha Lucro.
*Observe que aumentando a (Q) Quantidade, as Despesas Variáveis também aumentam.
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R$ -4.470,00
Usando a fórmula, se as vendas aumentassem, digamos… para (Q) Quantidade 310, A empresa sai do Prejuízo e começa a ter um Lucro de R$ 4.880,00.
Exatamente! Buscar aumentar a (Q) Quantidade com aumento de vendas, é sempre uma melhor opção do que aumentar o (P) Preço.
Tá, entendi o que sobra. Mas qual é a (Q) Quantidade mínima pra não perder dinheiro?
Aí entra a margem por par. Cada par vendido deixa uma ‘sobra’ para pagar as Despesas Fixas. Quando a soma dessas sobras cobre as Despesas Fixas, zerou. Ou seja, atingiu o Ponto de Equilíbrio (PEQ)
PEQ = DF / P - CVU
PEQ
PONTO DE EQUILÍBRIO
É quando a diferença entre o Resultados das vendas e os custos totais é igual a Zero.
DF
DESPESA FIXA
Despesas como: Aluguel, salário da equipe, Seguro das instalações e das máquinas, etc,
P
PREÇO
Quanto custa para quem está comprando, uma unidade do produto a venda.
CVU
CUSTO VARIÁVEL UNITÁRIO
É o gasto direto de uma única unidade produzida, como matéria-prima, embalagem e outros custos que aumentam a cada peça fabricada.
253* = R$ 21.470,00 ÷ (120 − 35)
* Meio par não existe… então o mínimo realista é 253
Ou seja, precisam vender quantos parespara não perder dinheiro.
E se eu subir o (P) Preço o Ponto de Equilíbrio (PEQ) fica mais fácil de atingir, mas talvez eu venda menos… isso muda a conversa?
Muda, mas é tema de outra aula (Demanda e Preço).
Hoje fica a mecânica: com (P) Preço, (CVU) , DF e Q você mede o resultado e sabe a partir de onde o mês vira.
Revisão
Hoje eu te levei para dentro da fábrica PoliMorph para conectar o que entra e o que sai no mês. Mostrei que lucro é o que sobra das vendas depois de pagar as despesas fixas (aluguel, equipe, seguro) e o custo de cada par de tênis (matéria-prima, embalagem).
Trabalhamos com números reais da fábrica: preço de R$ 120, custo por par de R$ 35 e despesas fixas de R$ 21.470. A partir disso, você viu o ponto de equilíbrio, o “zero a zero”, que é a quantidade mínima de pares necessária para não perder dinheiro; aqui, isso acontece por volta de 253 pares. Também destaquei as três alavancas que mudam o resultado: preço, custo por par e quantidade vendida.
Você compreendeu que, abaixo do ponto de equilíbrio, ainda falta cobrir as contas; acima dele, começa a sobrar. E que qualquer ajuste nessas alavancas altera onde o mês vira e quanto de fato fica no bolso.